Ao entardecer, algumas espécies vegetais adotam um comportamento semelhante ao de quem “fecha os olhos”: suas folhas lentamente se fecham, mudam de posição e permanecem assim durante a noite. Com o amanhecer, elas reabrem, retomando sua forma habitual, sem sinais de fadiga ou cansaço. Essa mudança faz parte de um mecanismo natural que evoluiu ao longo de milhões de anos.
Plantios ornamentais como sensitiva, maranta, calatéia, além de algumas leguminosas e árvores, exibem esse movimento. Durante o dia, suas folhas permanecem abertas, maximizando a captação de luz solar. Quando o sol se põe, as folhas começam a se fechar ou orientam-se para cima, criando uma espécie de “sono” que costuma provocar a impressão de que a planta está descansando ou indo dormir.
Embora não seja um sono, esse comportamento funciona como uma adaptação às mudanças de luminosidade e temperatura ao longo do ciclo diário. A observação desse movimento varia de acordo com as espécies, mas o padrão de fechamento das folhas ao entardecer e abertura ao amanhecer é comum entre muitas plantas. Atualmente, esse fenômeno é bastante estudado por botânicos, que investigam suas funções e benefícios para a sobrevivência vegetal.
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