A Prefeitura de Niterói iniciou o bombeamento de água do mar para a Lagoa de Piratininga, na Região Oceânica. A ativação do sistema marca um passo importante na recuperação do Túnel do Tibau, estrutura por onde a ligação entre a lagoa e o mar deveria acontecer naturalmente.
A cerimônia de ativação das bombas contou com a presença da vice-prefeita Isabel Swan, que deu início à operação, do presidente da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), Antonio Lourosa, do subsecretário municipal de Infraestrutura e Fiscalização, Vicente Temperini, além de pescadores locais e moradores.
Com o sistema ligado, mangueiras conduzem a água captada do mar diretamente até a lagoa, por meio de um sistema provisório com bomba hidráulica e tubulações submersas. A medida contribui para a preservação do ecossistema e para a redução do risco de mortandade de peixes.
“Esse é o pontapé inicial para um futuro próspero da Lagoa de Piratininga. A retomada dessa ligação com o mar, através da bomba, vai efetivamente melhorar a qualidade da água e gerar um impacto muito positivo principalmente para os pescadores”, afirmou a vice-prefeita.
O objetivo final do projeto é restaurar o Túnel do Tibau e retomar o fluxo de água entre o mar e a lagoa. Com o sistema provisório em funcionamento, será possível fechar a comporta, isolar as extremidades do túnel e esvaziar seu interior para a execução dos serviços de recuperação.
Os trabalhos incluem a retirada do revestimento original de concreto e de fragmentos soltos de rocha, com o uso de retroescavadeira e rompedor hidráulico, permitindo uma avaliação detalhada das condições da estrutura. Também serão retiradas pedras e materiais provenientes dos desmoronamentos que atingiram o túnel entre 2018 e 2019 e comprometeram a renovação das águas da lagoa.
Com a recuperação definitiva, o fluxo de água do mar para a lagoa deverá mais que triplicar, ultrapassando mil litros por segundo. Uma estação de monitoramento acompanha a quantidade de oxigênio, o nível e a qualidade da água, com análises semanais realizadas em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para determinar a quantidade de água necessária e evitar um colapso por falta de renovação.
A intervenção foi iniciada no dia 21 de outubro, tem investimento de R$ 38 milhões e prazo previsto de 12 meses.
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