A cultura brasileira, a literatura e a convivência no ambiente escolar estiveram entre os temas do terceiro dia da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM), neste domingo (1º/11), na Orla do Parque Nanci. Realizada pela Prefeitura de Maricá, a festa recebeu Luiz Antonio Simas, Mirian Goldenberg, Ana Beatriz Barbosa Silva e Gregorio Duvivier para encontros com o público no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar. Com entrada gratuita, o evento segue até 8 de novembro e reúne encontros com autores, Feira do Livro, atividades infantis e atrações da cultura digital.
Pela manhã, a roda de conversa “Palavra, corpo e território” reuniu Sagat B, Jô Borges, Kaê Guajajara e Thayza Abayomi, com mediação de Vanessa Andrade, e teve como tema os encontros das culturas negras e indígenas. Na sequência, Luiz Antonio Simas e Mirian Goldenberg participaram da mesa “O Brasil que Mora Aqui: Darcy, Beth e Maysa entre Sambas, Utopias e Liberdades”, com mediação de Pedro Drumond, dentro da programação do “Língua ao Mar — A arte que fala português”. Ao comentar os espaços dedicados à memória de Maysa e Beth Carvalho, Simas ressaltou a importância de apresentar às novas gerações o legado de quem veio antes e destacou que a cultura do samba valoriza o respeito aos mais velhos e à tradição.
A aproximação entre diferentes vozes e experiências culturais é um dos eixos do Língua ao Mar, promovido pela Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ). O projeto reúne literatura, debates e outras linguagens artísticas em torno da língua portuguesa e busca ampliar o diálogo com autores do Brasil e de outros países lusófonos, aproximando o público dos livros e de diferentes experiências.
O secretário de Educação, professor Rodrigo Moura, relacionou a participação do público à escolha de temas a partir da escuta da população. Segundo ele, os assuntos discutidos englobam a sociedade atual, e o convite é para que quem ainda não foi ao evento participe e quem já foi volte.
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva participou da festa com a palestra “Bullying na Educação”. Ela destacou a leitura e a troca de informações como caminhos para desenvolver o senso crítico e refletiu sobre o uso da inteligência artificial: na avaliação dela, o futuro pertence a quem sabe usar a ferramenta, mas fazer tudo por meio dela compromete a capacidade de raciocinar e o senso crítico.
O espaço também recebeu Gregorio Duvivier em duas sessões de “Aos pés da letra”. O artista afirmou que encontros literários potencializam a palavra, ajudam a multiplicar o livro e são uma boa forma de torná-lo mais popular. Para fechar a programação no Papo FLIM/Língua ao Mar, René Simões e André Iki Siqueira participaram da mesa “Futebol e Literatura: Histórias que Entram em Campo”, mediada pelo jornalista Lucas Nunes. André falou sobre João Saldanha, jornalista e treinador que escolheu Maricá, onde adquiriu uma casa e passou os anos finais da vida. René contou sobre a experiência de escrever três livros sobre passagens marcantes da carreira como treinador, um deles sobre a conquista da prata olímpica em 2004 com a Seleção Brasileira feminina.
Na Arena do Estudante, a programação incluiu a mesa “Juventude em movimento: capacitar para transformar”, com mediação da União Maricaense dos Estudantes (UMES), e o debate “A potência do SUS: ciência, tecnologia, saúde e soberania”, mediado por Isabela Freitas. O público também acompanhou Procrastinando TV e Canal Riff no Palco Principal, além dos concursos de K-pop nas modalidades solo e em grupo. Na FLIMzinha, as crianças tiveram sessões de teatro infantil pela manhã e à tarde e uma atividade de Meet & Greet. A estrutura da festa conta ainda com Feira do Livro, espaço para escritores locais e Rádio FLIM, e o Maricá Games e o Congresso da UMES também integram a programação, realizada pela Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da MARÉ.
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