A Polícia Civil encontrou, na madrugada de sexta-feira (6), o corpo do empresário Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, enterrado em uma cova rasa em Unamar, no segundo distrito de Cabo Frio, na Região dos Lagos. O empresário, que trabalhava com madeira no Espírito Santo, estava desaparecido desde outubro.
Segundo os investigadores, Christiano foi morto em 21 de outubro, mas os suspeitos continuaram a pedir dinheiro a pessoas próximas, fingindo que ele estava vivo e mantido em cativeiro. Ele havia chegado a Cabo Frio em 20 de outubro para fazer entregas comerciais e se hospedou em um hotel no bairro Aquarius. No dia seguinte, de acordo com a investigação, foi atraído por criminosos e entregue a integrantes do tráfico local, sendo roubado e morto no mesmo dia.
A família registrou o desaparecimento em 22 de outubro. A Delegacia Antissequestro (DAS) do Rio assumiu a apuração após receber informações da Polícia Civil do Espírito Santo sobre o desaparecimento e as cobranças. O rastreamento das movimentações bancárias levou à prisão de duas mulheres, suspeitas de participar das transações. De acordo com a polícia, o grupo pretendia obter cerca de R$ 4 mil com as cobranças por Pix e vender a caminhonete do empresário por aproximadamente R$ 40 mil.
A investigação também aponta que os envolvidos teriam espalhado uma falsa acusação de estupro contra a vítima para justificar o assassinato na comunidade. O caso, apurado inicialmente como sequestro, passou a ser investigado como latrocínio, crime de roubo seguido de morte.
Wallace Santos de Oliveira, conhecido como WL e apontado pela polícia como executor do crime, morreu em 27 de outubro. Segundo a corporação, ele reagiu à abordagem e trocou tiros com os agentes. Após ser atingido, caiu em um rio, de onde o corpo foi retirado pelo Corpo de Bombeiros.
Na quinta-feira (5), Lucas de Freitas, de 20 anos, foi preso em um hotel em Saquarema. Segundo a Polícia Civil, ele indicou o local onde Christiano estava enterrado. Os agentes foram até Unamar e encontraram o corpo e, nas proximidades, a caminhonete da vítima. A defesa afirma que Lucas se apresentou voluntariamente, colaborou com a investigação e nega ter cometido o homicídio. A prisão é provisória e não há condenação no caso.
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