Desemprego cai para 5,2% no terceiro trimestre, menor taxa desde 2012

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A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,2% no terceiro trimestre deste ano, o menor índice já registrado para o período entre julho e setembro desde o início da série histórica, em 2012. O resultado foi divulgado na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e ficou abaixo dos 5,4% do trimestre anterior e dos 5,6% do mesmo período de 2025.

Segundo o levantamento, 5,6 milhões de pessoas estavam sem ocupação no país no terceiro trimestre. O número representa uma redução de 4% em relação aos três meses anteriores, quando o total era de 5,9 milhões, o equivalente a 234 mil pessoas a menos em busca de trabalho. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, quando havia 6 milhões de desocupados, a queda foi de 6,9%, ou 417 mil pessoas.

A população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica, com 103,6 milhões de pessoas trabalhando entre julho e setembro. O crescimento foi de 0,6% sobre o trimestre anterior, com 581 mil trabalhadores a mais, e de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a 1,2 milhão de pessoas. O nível de ocupação, que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, também atingiu o maior valor da série, de 59%, acima dos 58,8% do segundo trimestre e dos 58,7% de um ano antes.

Apesar do avanço da ocupação, a informalidade segue expressiva no mercado de trabalho brasileiro. No terceiro trimestre, 37,5% da população ocupada estava na informalidade, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual ficou próximo dos 37,4% do trimestre anterior, com 38,6 milhões de pessoas, e abaixo dos 37,8% registrados no terceiro trimestre de 2025, quando eram 38,7 milhões.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre. O valor permaneceu estável em relação aos três meses anteriores e cresceu 3,6% na comparação anual, um acréscimo de R$ 131 em valores corrigidos. Já a massa de rendimento real habitual, que soma os ganhos recebidos pelos trabalhadores, chegou a R$ 387,5 bilhões, o maior montante da série histórica, com alta de 1,5% sobre o trimestre anterior, de R$ 5,6 bilhões, e de 4,7% sobre o mesmo período do ano passado, de R$ 17,5 bilhões.

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