Nos últimos 20 anos, ondas de calor no Brasil foram responsáveis por cerca de 120 mil mortes, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira. A pesquisa, realizada por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), revela que o aumento na incidência de eventos climáticos extremos tem causado impactos consideráveis na saúde pública, aumentando a demanda por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).
O estudo analisou dados de mortalidade e internações hospitalares em todo o país, observando que aproximadamente 0,6% dos óbitos ocorridos no período — excluindo acidentes e casos de violência — podem estar relacionados à exposição a ondas de calor. Os resultados indicam uma relação consistente entre o surgimento de altas temperaturas extremas e o aumento na mortalidade por causas relacionadas ao clima, evidenciando a gravidade do fenômeno.
Atualmente, o agravamento das ondas de calor reforça a necessidade de estratégias de enfrentamento por parte das autoridades de saúde. Estão em andamento novas avaliações para entender os próximos impactos e potencializar ações de prevenção, buscando minimizar os efeitos às populações mais vulneráveis.
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