Vaga no TCE redesenha sucessão de Cláudio Castro e destrava cenário para 2026 no Rio

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Até poucos dias atrás, o governador Cláudio Castro enfrentava um dos dilemas mais delicados de seu grupo político: dois aliados de peso disputando o mesmo espaço na sucessão estadual. Douglas Ruas e Marcelo Delaroli ocupavam posições estratégicas semelhantes no tabuleiro, tornando praticamente impossível avançar sem gerar desgaste interno.
O cenário, no entanto, mudou. A abertura de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) surgiu como a peça-chave capaz de reorganizar o jogo político e pacificar o Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro.
Mais do que uma nomeação técnica, a cadeira no TCE passou a ser tratada nos bastidores como um movimento político decisivo. Caso o desenho em discussão se confirme, Marcelo Delaroli seguiria para o tribunal, assumindo um posto de prestígio institucional, enquanto Douglas Ruas ficaria com o caminho livre para consolidar seu projeto rumo ao Palácio Guanabara.
Com a equação resolvida, Cláudio Castro alcança o que seus aliados consideram essencial neste momento: unidade interna. A saída evita disputas fratricidas, reduz ruídos no partido e cria um ambiente mais favorável para a construção da estratégia eleitoral de 2026.
No xadrez político fluminense, a sucessão não aceita vácuo. E, ao que tudo indica, a vaga no TCE pode ter sido o movimento silencioso que transformou um beco sem saída em rota de fuga — garantindo paz ao grupo de Cláudio Castro e reorganizando o jogo para o próximo ciclo eleitoral.

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