O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro entrou na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul após denúncias de possível assédio eleitoral, envolvendo a distribuição de uma carta do presidente da empresa aos funcionários às vésperas das eleições.
No comunicado, o executivo defende uma “mudança de postura, de prioridades e de modelo” no país e pede aos trabalhadores que “votem consciente”. Para o presidente do sindicato, Márcio Ayer, a iniciativa extrapola os limites do poder diretivo da empresa e pode constranger os empregados a adotar determinado posicionamento político.
Na ação, a entidade busca assegurar a liberdade de escolha dos trabalhadores e solicita a aplicação de penalidades e a adoção de medidas corretivas contra a rede. “Os limites do poder diretivo empresarial servem estritamente para gerenciar e organizar a atividade econômica da marca, jamais dando aval para constranger trabalhadores, impor posicionamentos ideológicos ou transformar as dependências das lojas em comitês eleitorais particulares. Isso é ilegal, proibido”, declarou Ayer.
O sindicato reforça que o voto é secreto e orienta os trabalhadores a denunciar eventuais pressões por seus canais oficiais ou diretamente ao Ministério Público do Trabalho. O caso foi encaminhado ao MPT no Rio de Janeiro, que deverá apurar as suspeitas. Procurada, a rede Zona Sul não respondeu até a conclusão da reportagem.
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