Pacote urbanístico de Paes prevê derrubar viaduto e erguer torres no Moinho Fluminense

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O cenário político do Rio de Janeiro registrou, nesta semana, uma série de movimentações: insatisfação na base do prefeito Eduardo Paes com o secretário de Educação Renan Ferreirinha, definições partidárias com impacto nas eleições de 2026, ajustes na Prefeitura e novas articulações entre lideranças nacionais.

Vereadores aliados ao prefeito manifestaram descontentamento com Renan Ferreirinha. Para inaugurações de escolas municipais, o secretário tem priorizado convites a nomes com quem pretende formar dobradinha em 2026. Ferreirinha é pré-candidato a deputado federal.

No tabuleiro estadual, Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, deve se lançar ao governo do Rio pelo Republicanos. O movimento atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar o palanque no estado. Embora Eduardo Paes seja considerado o principal palanque, ele tem mantido diálogo com diferentes campos. No grupo de Waguinho, Danielzinho, ex-vereador de Belford Roxo e aliado próximo, deve concorrer a deputado estadual em dobradinha com Daniela do Waguinho.

Na Câmara do Rio, William Siri foi escolhido, na tarde de terça-feira (03/03), como novo líder da bancada do PSOL. A decisão reforça sua posição na disputa interna da legenda para o governo do estado, em que o partido ainda avalia entre sua candidatura e a de Glauber Braga ao Palácio Guanabara.

No MDB, o presidente estadual Washington Reis anunciou nesta segunda (03) a filiação do ex-ator Dado Dolabella, com vistas a uma candidatura a deputado federal. O anúncio ocorre no Mês da Mulher. Dolabella é acusado de agredir ex-namoradas.

Na Prefeitura, Eduardo Paes adotou medidas para evitar desgastes em ano eleitoral. Após o ex-governador Anthony Garotinho divulgar a proximidade entre o deputado preso TH Joias e o então secretário especial de Economia Solidária, Márcio Santos, o aliado foi reconduzido à Câmara dos Vereadores. Desde o dia 19, a chefe de gabinete da secretaria, Márcia Charbel de Carvalho, assina o expediente da pasta.

Na segunda-feira passada (02), o prefeito reuniu secretários e vereadores no Palácio da Cidade para sinalizar uma transição na administração municipal. A expectativa é de que Eduardo Cavaliere assuma a condução da prefeitura. No encontro, o vice e futuro titular apresentou o pacote de projetos que deve ir à votação neste semestre na Câmara. Entre as medidas, estão mudanças nas leis urbanísticas para permitir a demolição do elevado 1º de Março, com a requalificação da Praça XI, e a liberação para construir duas torres no terreno do antigo Moinho Fluminense, tombado.

Após recuar da desapropriação do Moinho, Paes afirmou que a autorização para as torres permitiria à Prefeitura implantar um parque verde no entorno, com 50 mil árvores. Não houve detalhamento sobre a preservação do prédio histórico. Durante o almoço, vereadores levaram queixas, como a de Salvino Oliveira sobre a falta d’água no Centro, atribuída à ausência de ligação a um reservatório. Paes respondeu que a Prefeitura construiu o reservatório e o entregou à Cedae, responsável pela conexão, e disse que pretende solucionar a questão caso seja eleito governador.

No plano nacional, uma reunião realizada antes do ato na Avenida Paulista consolidou a reaproximação entre o senador Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia. A costura contou com a atuação discreta de Renato Araújo, aliado do senador no Rio.

As articulações seguem em curso, e novos anúncios são esperados ao longo das próximas semanas, com impacto direto nas definições de candidaturas e alianças para 2026.


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