A Polícia Civil do Rio de Janeiro participa, nesta quinta-feira (5), da primeira fase da Operação Fortuna Reversa, que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Na capital fluminense, os agentes cumprem um mandado de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão.
Deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a operação busca desarticular o grupo, apontado como responsável por movimentar e ocultar recursos obtidos de forma ilegal. Ao todo, 41 pessoas são suspeitas de integrar o esquema. A investigação teve início após uma fraude que causou prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica de Itaara, no Rio Grande do Sul.
A partir das diligências, os investigadores identificaram uma estrutura com atuação em diferentes estados e o uso de uma rede de movimentações financeiras para pulverizar os valores desviados, o que dificultava o rastreamento do dinheiro e a identificação dos beneficiários.
Além do Rio de Janeiro, as diligências ocorrem em Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná e Maranhão, além do Distrito Federal. A ação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que articula as forças policiais para o cumprimento coordenado das medidas judiciais em todo o país. A primeira fase da operação busca avançar na identificação dos envolvidos e no desmantelamento da estrutura financeira do grupo.
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