Moradores da Rua Doutor Álvaro Sodré, em São Gonçalo, afirmam que uma obra iniciada em 2025 foi interrompida sem conclusão, deixando a via com afundamentos agravados pela chuva. Segundo relatos, há registros de acidentes e a circulação de veículos está comprometida. A Prefeitura atribui a responsabilidade à Secretaria Estadual das Cidades, que não se manifestou até a publicação.
Uma obra iniciada em 2025 na Rua Doutor Álvaro Sodré, no bairro Santa Izabel, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, é motivo de apreensão para quem vive no local. Moradores afirmam que os serviços foram interrompidos sem conclusão e que, desde então, a via apresenta afundamentos constantes, agravados pelas chuvas recentes. Segundo os relatos, o problema já provocou acidentes e impede a circulação de veículos.
De acordo com os moradores, a intervenção incluiu a troca de manilhas subterrâneas, mas a rua, que era totalmente concretada, não recebeu acabamento adequado após a abertura do solo. Com o passar do tempo e a passagem de carros, o trecho teria começado a ceder. A situação piorou nos últimos dias, quando a chuva abriu buracos maiores e um veículo chegou a cair em uma das crateras.
“Por baixo ali do concreto está oco, oco, oco. Pode acontecer um acidente a qualquer momento”, disse uma moradora. “A gente resolveu denunciar para ver se alguém faz alguma coisa, porque quem está ali trabalhando fala que não recebeu ordem para resolver de verdade”.
Imagens gravadas pelos próprios moradores mostram partes da via afundadas e áreas cobertas apenas por areia. Segundo eles, nesta sexta-feira (6), equipes que atuavam em outra rua próxima foram deslocadas até o local, mas teriam feito apenas um reparo provisório. “Eles estão jogando areia para tampar os buracos. Mas vai chover de novo e vai carregar tudo outra vez”, afirmou a moradora.
Além do risco de acidentes, os transtornos afetam a rotina de quem depende do carro. “Ninguém consegue tirar o carro da garagem. Os veículos ficam presos porque a rua está toda irregular”, relatou.
Há também queixas sobre problemas no sistema de esgoto. Segundo os relatos, fossas estariam entupidas após a obra, o que aumenta o temor de novos danos com a continuidade das chuvas. “Eles quebraram tudo, colocaram as manilhas, jogaram areia e pó de pedra e foram embora. Desde o ano passado isso vem afundando cada vez mais”, disse.
Procurada pelo Enfoco, a Prefeitura de São Gonçalo informou que a responsabilidade pela obra é da Secretaria Estadual das Cidades. Até a publicação desta reportagem, a pasta não havia se manifestado.
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