Sete meses após deixar o Fluminense rumo ao Wolverhampton, Jhon Arias acertou com o Palmeiras por €25 milhões, em fevereiro de 2026. O Fluminense, que tinha cláusula de preferência, ofereceu €20 milhões, mas não igualou a proposta. A transferência gerou reação entre torcedores e reabriu o debate sobre mercado e pertencimento no futebol.
Sete meses depois de juras de amor ao Fluminense, Jhon Arias assinou com o Palmeiras, evidenciando o embate entre vínculos afetivos e a dinâmica de mercado no futebol atual.
Arias na hora da cobrança de pênalti em Fluminense x Al Ahly — Foto: Lucas Merçon/Fluminense
Lucio Massafferri Salles*, Pragmatismo Político
Arias, o Fluminense e a ilusão do eterno
Em julho de 2025, o colombiano deixou o Maracanã para o Wolverhampton, após declarações públicas de gratidão. A torcida lamentou a saída do jogador que se destacou na conquista da Libertadores de 2023 e recebeu apoio do clube em momento pessoal delicado.
Fluminense acerta venda de Arias para o Wolverhampton
Em fevereiro de 2026, o Palmeiras apresentou oferta de €25 milhões ao Wolverhampton. O Fluminense acionou a cláusula de preferência, tentou repatriar o atleta por €20 milhões, mas não alcançou a proposta. Parte da torcida tricolor criticou o jogador e o presidente Mário Bittencourt; outra parcela direcionou a insatisfação à condução da negociação.
No período em que atuou pelo Fluminense, Arias disputou 230 jogos, marcou 47 gols e deu 55 assistências. No Wolverhampton, somou 26 partidas, 2 gols e 1 assistência.
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O Fluminense havia vendido Arias por €22 milhões, manteve 10% de mais-valia e incluiu cláusula de preferência para retorno ao Brasil. Diante da oferta do Palmeiras, o Wolverhampton recusou a proposta tricolor de €20 milhões. O clube carioca, que buscava preservar o planejamento financeiro de 2026, não igualou os €25 milhões.
Mário Bittencourt, presidente durante as conquistas da Libertadores e da Recopa, elegeu Matheus Montenegro como sucessor em novembro de 2025. A decisão sobre Arias ocorreu em meio a forte repercussão nas redes sociais.
O episódio expôs a tensão entre a lógica de mercado e os laços de pertencimento que moldam a relação entre clubes, jogadores e torcidas. Arias afirmou “não é um adeus… até breve!” ao deixar o Rio; a frase ganhou novo sentido com o retorno do atleta ao país para defender um clube rival.
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*Lucio Massafferri Salles é jornalista, cronista esportivo, psicólogo e professor da rede pública de ensino/RJ. Doutor e mestre em filosofia pela UFRJ, especialista em psicanálise pela USU, realizou o seu estágio de Pós-Doutorado em Filosofia Contemporânea na UERJ. É criador do canal FluPress (YouTube).
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