O segundo dia da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (FLIM) foi marcado por conversas sobre histórias do Brasil, literatura e carnaval neste sábado (31/10), na Orla do Parque Nanci. Realizada pela Prefeitura de Maricá, a festa recebeu o jornalista Aydano André Motta e o carnavalesco Edson Pereira para encontros com o público no espaço Papo FLIM/Língua ao Mar.
Os encontros integraram a programação do “Língua ao Mar — A arte que fala português”, que reúne vozes e experiências culturais em torno da língua portuguesa. O presidente da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ), Antônio Grassi, destacou a participação do público e o diálogo entre literatura, música e cultura popular.
“Tivemos a oportunidade de celebrar a diversidade da nossa cultura, aproximar diferentes expressões artísticas e valorizar histórias que fazem parte da nossa identidade. É muito bom ver o público participando e vivenciando essa troca entre literatura, música e cultura popular. Tudo isso faz parte do que queremos construir com o festival”, afirmou.
Aydano André Motta e Eliseu Banori participaram da mesa “Heróis e histórias improváveis no Brasil e além-mar”, com mediação de Marcus Vinicius. Durante a conversa, Aydano destacou a necessidade de ampliar o destaque dos países africanos nas grandes mídias. “A gente ignora como funcionam os povos da África. Isso cria uma ideia totalmente equivocada de que é tudo a mesma coisa”, afirmou o jornalista.
Na sequência, Edson Pereira e o enredista Mauro Cordeiro participaram da mesa “Darcy Ribeiro e o carnaval da União de Maricá”, mediada por Emerson Pereira. Sob o eixo “Samba, carnaval e literatura”, a conversa abordou a presença do antropólogo na narrativa carnavalesca da escola. Edson destacou o papel da pesquisa na criação do desfile e na representação de Darcy Ribeiro. “O carnaval tem uma responsabilidade muito grande com o conhecimento. A pesquisa fundamenta e baliza para que possamos entender melhor e nos aprofundar mais sobre Darcy”, explicou o carnavalesco.
A curadora do Língua ao Mar, Eliana Alves Cruz, destacou a proposta de apresentar ao público autores de outros países de língua portuguesa e fortalecer o intercâmbio cultural. “Vai ser um prazer apresentar a vocês escritores e escritoras novos para nós, mas consagrados em outros lugares, em outras nações. Vamos criar esses laços, pontes com outras nações que têm muito a aprender e também a nos ensinar”, afirmou.
A relação entre música e palavra também esteve na Arena do Estudante. Fábio Brazza, Adonis, do RUASIA, e André Rangel, da Casa da Juventude, participaram da roda de conversa “Da rima à revolução: o rap como literatura e voz da juventude”, com mediação de Vitor Nunes, da União Maricaense dos Estudantes (UMES). “Queremos que os jovens participem da FLIM como leitores e também como autores das próprias histórias. O encontro com o rap, a poesia e outras formas de expressão é um caminho para despertar o interesse pela leitura e valorizar o que eles já produzem”, destacou o secretário de Educação, Prof. Rodrigo Moura.
No mesmo horário, o Papo FLIM/Língua ao Mar recebeu um espetáculo poético da Secretaria de Cultura. A programação da Arena do Estudante incluiu ainda os debates “Ecossistema dos Esportes Eletrônicos” e “Novas Profissões nos Esportes Eletrônicos”. No Palco Principal, o público acompanhou um bate-papo com influenciadores, além das participações de Procrastinando TV e do dublador Raphael Rossato.
Para as crianças, a FLIMzinha teve teatro infantil pela manhã, pintura facial ao longo do dia e apresentação de Guerreiras do K-pop, às 14h30. A Arena do Estudante recebeu ainda David Malabares, às 9h; Yo Soy Américo, às 10h; e Capoeira na Comunidade, às 17h.
A FLIM segue até 8 de novembro, com entrada gratuita, Feira do Livro, espaço para escritores locais, atividades infantis e encontros sobre literatura, educação e cultura digital. A realização é da Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Educação e da Companhia de Cultura e Turismo Maricá (MARÉ).
Acompanhe o Ora Veja para mais notícias em tempo real.