A Prefeitura de Maricá realizou a primeira captação de órgãos do ano no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. Na madrugada de sábado (31/01), fígado, rins e córneas foram retirados de um paciente com morte encefálica confirmada e destinados a receptores da fila de transplantes, segundo a Secretaria de Saúde.
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A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, realizou a primeira captação de órgãos do ano no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. Na madrugada do sábado (31/01), foram captados fígado, rins e córneas de um paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica.
A ação contou com o apoio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e seguiu os critérios técnicos e legais estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. Os órgãos doados foram encaminhados a pacientes que aguardavam na fila, oferecendo nova chance de vida.
Um único doador pode beneficiar diversos receptores, o que reforça a importância da conscientização e do diálogo familiar, já que a autorização da família é indispensável para a doação. “É importante conscientizar os familiares sobre o desejo de ser doador, contribuindo para que mais vidas sejam salvas por meio da doação de órgãos”, afirmou o secretário de Saúde, Dr. Marcelo Velho.
O processo de captação começa quando a equipe identifica um quadro clínico com suspeita de morte encefálica. Nessa etapa, a CIHDOTT é acionada para acolher e orientar as famílias e confirmar a possibilidade de doação, em uma abordagem qualificada, humanizada e multiprofissional.
Para ser doador após o falecimento, é essencial comunicar claramente esse desejo aos familiares, preferencialmente por escrito, pois apenas eles podem autorizar a retirada de órgãos. Só parentes até o segundo grau podem permitir o procedimento.
“Proporcionamos o suporte necessário à equipe do CIHDOTT para que esse trabalho tão sensível continue levando esperança a quem mais precisa. Para a família do doador vai o nosso reconhecimento e respeito, que transformou a dor da perda em um gesto nobre de solidariedade e vida”, concluiu a diretora do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, Ana Paula Silva.
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