O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde deve pedir exílio político ao presidente Donald Trump, segundo aliados do próprio partido. A informação, que circulava como suspeita desde o fim da manhã desta terça-feira (27), teria sido confirmada por aliados à imprensa.
Além da base de campanha do PL, parlamentares que apoiaram o senador nas eleições teriam confirmado a informação. Entre eles, o deputado Maurício Macron (PL-RS) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que se manifestaram sobre a possível saída do país. Em território norte-americano, Flávio deve ainda se reaproximar do irmão, Eduardo.
Desde as primeiras horas do dia, Flávio estaria incontactável para os aliados. Ele estava previsto para entregar os passaportes até o fim desta terça-feira, depois de ser intimado pela Polícia Federal (PF) na segunda-feira (26). Nesta manhã, o jornal argentino Infobae afirmou que Flávio Bolsonaro havia entrado a pé na Argentina e pegado um voo para os Estados Unidos. A informação, no entanto, foi contestada pelo governo argentino, que declarou não ter encontrado registros da entrada do senador no sistema de migração do país.
Flávio Bolsonaro teve os passaportes cancelados pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro em dois inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, o filho do ex-presidente é suspeito de negociar dinheiro sujo nos investimentos do filme Dark Horse. No outro, ele é acusado de lavar dinheiro na empresa do amigo e advogado Willer Tomaz.
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