Famílias protestam em Niterói contra transferência de pacientes da Unimed

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Famílias de crianças atendidas na Clínica Contingente ABA, credenciada à Unimed Leste Fluminense, fizeram um ato na manhã desta quinta-feira (29), na Rua Dr. Borman, no Centro de Niterói. Os responsáveis cobram garantias de continuidade dos tratamentos diante do anúncio de transferência dos pacientes para outras unidades.

Um comunicado informa que a realocação começará em 30 de outubro, com prazo de 120 dias. Mães e pais, porém, relatam que ainda não receberam informações sobre os locais que atenderão seus filhos nem sobre como será organizada a passagem entre as equipes.

A situação envolve crianças que precisam de acompanhamento multidisciplinar contínuo, incluindo pacientes com transtorno do espectro autista. Segundo a direção da clínica, aproximadamente 179 famílias, atendidas nas unidades do Centro de Niterói, Icaraí, São Gonçalo e Itaboraí, podem ser afetadas.

Entre as preocupações dos responsáveis está a necessidade de reiniciar a adaptação das crianças a outros profissionais. Parte das famílias relata ter passado por uma transferência anterior há cerca de cinco ou seis meses, depois de anos de acompanhamento em outra clínica. Há crianças acompanhadas por equipes que reúnem profissionais de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e outras áreas, conforme as necessidades individuais.

As versões sobre o fim da parceria divergem. A Unimed afirma que o encerramento foi acordado entre as instituições e que estabeleceu uma transição gradual de 120 dias para preservar os tratamentos, buscando alternativas que respeitem as necessidades individuais de cada beneficiário, a manutenção da grade terapêutica e a localização dos ambientes de cuidado. A operadora disponibiliza a Central de Atendimento pelo telefone (21) 4020-7200 para orientar as famílias.

A clínica contesta essa versão e diz que não assinou a minuta apresentada pela operadora, por discordar das condições administrativas e financeiras propostas, e prepara uma contraproposta. Segundo o supervisor e diretor clínico, Ale Bernardo, a decisão de encerrar a parceria partiu da Unimed após cobranças de pagamentos em atraso. A direção informou que os atendimentos foram suspensos em 26 de outubro e retomados em 28 de outubro, depois de uma promessa de pagamento, e que permaneciam valores pendentes.

O diretor também confirmou atrasos salariais e saída de profissionais, atribuídos ao comprometimento do fluxo de caixa provocado pelos atrasos e pelas incertezas sobre os repasses. Responsáveis afirmam já ter registrado reclamações na Agência Nacional de Saúde Suplementar, incluindo relatos de interrupção de tratamento.

As famílias cobram a definição das novas unidades, a preservação das grades terapêuticas e esclarecimentos sobre o funcionamento dos atendimentos ao longo dos 120 dias anunciados. Até o fechamento das informações, não havia manifestação da agência sobre o caso, e os endereços e o cronograma individual de realocação não haviam sido detalhados nos posicionamentos disponibilizados.

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