Um estudo realizado pela ONG Sea Shepherd Brasil, em colaboração com instituições como a USP, UNESP e FURG, revelou que todos os exemplares de carne de tubarão analisados no país apresentam níveis preocupantes de metais pesados. A pesquisa aponta o cádmio como o principal risco, especialmente no tubarão-azul, onde a concentração do metal atingiu níveis considerados os mais elevados registrados globalmente nos últimos cinquenta anos.
A investigação, publicada na revista científica Food Science and Technology, reforça a preocupação com a saúde pública e alerta para as implicações ambientais associadas ao consumo de cação, nome popular dado à carne de tubarão no Brasil. O país ocupa atualmente a posição de maior importador mundial dessa carne, tornando-se uma das principais fontes de entrada do produto no mercado interno.
Atualmente, as autoridades e organizações ambientais analisam os resultados do estudo para definir possíveis medidas de controle e assegurar a segurança dos consumidores. As ações futuras ainda estão em discussão, mas o impacto da pesquisa reforça a necessidade de monitoramento mais rigoroso sobre o consumo e comércio de carne de tubarão no país.
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