Acesso precário à internet e conexão de baixa qualidade continuam dificultando o acesso à informação em comunidades periféricas, indígenas e quilombolas no Brasil. Essas condições contribuem para a circulação de notícias imprecisas e dificultam o engajamento dessas populações com o universo jornalístico.
Segundo pesquisa recente, intitulada “Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias no Brasil”, realizada pela Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas, foram ouvidas aproximadamente 1,5 mil pessoas em três cidades: Santarém (PA), Recife (PE) e São Paulo (SP). O levantamento revelou que 25% dos entrevistados apontam a conexão limitada à internet como um dos principais obstáculos para o acesso às notícias. Além disso, o estudo indicou que 17% dos participantes encontram dificuldades na identificação de informações confiáveis, evidenciando os desafios enfrentados por esses grupos para se manterem bem informados.
Atualmente, a pesquisa reforça a necessidade de melhorias na infraestrutura de comunicação nessas regiões, além de indicar possíveis impactos na formação de opiniões e na circulação de informações corretas. Os resultados destacam um cenário que ainda requer atenção para garantir maior inclusão no acesso ao conteúdo jornalístico.
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