Pacientes com diagnóstico de dengue têm um risco significativamente maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), especialmente nas seis semanas seguintes à infecção. Durante os primeiros 15 dias de sintomas, a probabilidade de manifestação da síndrome é até 30 vezes maior do que na população sem dengue, indicando um período de maior vulnerabilidade.
Estes dados resultam de uma pesquisa colaborativa entre a Fiocruz Bahia e a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, cujo estudo foi publicado na renomada revista científica New England Journal of Medicine. A investigação revela que a incidência de SGB entre infectados é de aproximadamente 36 casos em uma milhão de pessoas, um índice que, apesar de parecer baixo, destaca-se pela sua relevância diante do elevado número de casos de dengue no país.
Atualmente, a atenção dos especialistas permanece voltada para compreender melhor essa associação e monitorar possíveis impactos futuros. A comunidade científica continua acompanhando os desfechos dessa relação para subsidiar estratégias de prevenção e diagnóstico mais eficazes.
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