Dados do Desiderata apontam que 60,7% das casas nas periferias enfrentam insegurança alimentar

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Um estudo recente elaborado pelo Instituto Desiderata trouxe à tona dados preocupantes sobre a insegurança alimentar em comunidades periféricas do Brasil. A pesquisa revela que mais da metade dos domicílios nessas áreas – exatamente 60,7% – enfrentam algum grau de vulnerabilidade na alimentação.

O levantamento foi conduzido em três regiões específicas: o Complexo da Maré e o bairro Caramujo, ambos no Rio de Janeiro, além do município de Coque, em Pernambuco. Os resultados destacam uma situação de “dupla carga da má nutrição”, conceito que aponta para a coexistência de elevada incidência de sobrepeso infantil e de fome nessas localidades.

De acordo com o instituto, a porcentagem de crianças entre 5 e 10 anos com excesso de peso chega a 34,7%. Esses números indicam que a questão da qualificação da alimentação infantil não se restringe à ausência de nutrientes, mas também envolve o consumo excessivo de alimentos faltos de qualidade. A situação evidencia a complexidade do panorama nutricional nas periferias brasileiras.

No momento, as comunidades permanecem vulneráveis às consequências dessa situação, e os próximos passos envolvem a necessidade de políticas públicas que atendam às múltiplas demandas relacionadas à alimentação e saúde dessas populações.


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