O consumo frequente de doces e alimentos açucarados na infância pode trazer consequências que vão além das cáries. O hábito aumenta os riscos de sobrepeso e obesidade e pode favorecer problemas de saúde ao longo da vida, segundo alerta de especialistas em nutrição.
De acordo com o Ministério da Saúde, crianças menores de dois anos não devem consumir açúcar, nem alimentos e preparações que contenham o ingrediente. Refrigerantes, achocolatados, biscoitos recheados e outros ultraprocessados também exigem atenção, porque a exposição precoce ao sabor doce pode influenciar as preferências alimentares e dificultar a aceitação de alimentos mais variados.
Para a nutricionista Stephany Rangel, o caminho não é criar medo ou culpa em torno dos doces, mas estabelecer limites claros e melhorar o ambiente alimentar da criança. Ela orienta a não usar doces constantemente como prêmio por bom comportamento e a reduzir a exposição excessiva ao sabor doce, ampliando a variedade de alimentos oferecidos em casa e na escola.
Entre os produtos que merecem atenção estão refrigerantes, sucos e outras bebidas adoçadas, achocolatados, bebidas lácteas adoçadas, biscoitos recheados, chocolates e balas, cereais matinais açucarados, sobremesas industrializadas e iogurtes adoçados. No lugar deles, podem entrar frutas, iogurte natural, receitas com aveia, pão e bolo caseiro com pouco ou nenhum açúcar adicionado e vitaminas de frutas sem açúcar.
A mudança, segundo a nutricionista, deve envolver toda a família, e não apenas a criança. Um doce ocasional não precisa ser tratado como proibido, desde que não ocupe um espaço desproporcional na rotina. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de açúcares livres fique abaixo de 10% da ingestão total de energia e aponta que uma redução para menos de 5% pode trazer benefícios adicionais à saúde.
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