Um comerciante foi condenado a 38 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de uma jovem de 18 anos e pela ocultação do cadáver dela, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri.
O crime aconteceu em junho do ano passado, depois que a vítima recusou as investidas amorosas do homem. Segundo a denúncia, o comerciante queria iniciar um relacionamento com a jovem, mas ela desejava manter apenas uma amizade, e a recusa teria motivado o assassinato, classificado pela Justiça como feminicídio por motivo torpe.
Antes do crime, a jovem avisou familiares de que iria à residência do comerciante. Imagens de segurança registraram o homem saindo do local com um carrinho de mão coberto por uma lona azul. O corpo foi encontrado em outra propriedade dele, coberto pela mesma lona e com partes devoradas por dois cães da raça pitbull.
Na sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro ressaltou a gravidade do caso e o caráter educativo da punição diante do aumento dos feminicídios. A magistrada destacou a necessidade de combater a violência motivada pela discriminação contra mulheres e o sofrimento dos familiares, especialmente da mãe da vítima, e concluiu que deixar o cadáver ao alcance dos animais foi uma circunstância especialmente cruel.
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