No Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas atuam em atividades domésticas, incluindo funções como babás, diaristas, cozinheiras, faxineiras, cuidadoras de idosos e lavadeiras, conforme dados do IBGE. Predominantemente compostas por mulheres negras, em situação de vulnerabilidade econômica e responsáveis pelo sustento familiar, esses trabalhadores representam a maior categoria de emprego no país. No entanto, enfrentam condições de trabalho precárias, menores remunerações e baixa capacidade de acesso à aposentadoria.
O trabalho doméstico, uma herança da escravidão, mantém relevância na sociedade contemporânea, tendo sido classificado como atividade essencial durante a pandemia de Covid-19. Esta classificação resultou no aumento do risco de morte para muitas profissionais, dada a exposição contínua ao risco de contaminação. Como observa a ativista Française Vergès, essas trabalhadoras muitas vezes permanecem invisíveis, apesar de suas contribuições fundamentais para o funcionamento da sociedade.
Atualmente, o tema será abordado em evento online, por meio de um debate com a autora do estudo e a orientadora, promovendo uma discussão sobre as condições e os desafios enfrentados por essas profissionais. Os detalhes sobre o encontro ainda serão divulgados.
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