Apontado como liderança do tráfico no Fonseca é solto após quase seis meses preso

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Alex Moreira Pereira, de 42 anos, conhecido como “Drill” e apontado pela Polícia Militar como liderança do tráfico no Fonseca, em Niterói, foi solto em 15 de outubro, após quase seis meses preso.

A informação foi divulgada em 2 de novembro e confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal. Segundo a Polícia Militar, Drill é apontado como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo do Fonseca.

A libertação foi determinada pela 4ª Vara Criminal de Niterói, que revogou a prisão preventiva. Conforme informações divulgadas sobre o processo, Drill e outra acusada foram absolvidos das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo ligadas à operação de abril, por insuficiência de provas individualizadas. A decisão é do dia 13 de outubro, e a saída do sistema penitenciário ocorreu no dia 15. A absolvição nesse processo não encerra, por si só, outras investigações que possam envolver o investigado.

Drill havia sido preso em 20 de abril de 2026, durante operação do 12º Batalhão da Polícia Militar na comunidade do Santo Cristo, na Zona Norte de Niterói, desencadeada a partir de informações do Disque Denúncia. Seis pessoas foram presas em uma casa apontada como usada pelo tráfico. Foram apreendidos dois fuzis, uma granada, munições, carregadores, rádios transmissores, celulares e drogas, incluindo cocaína e crack. Os detidos foram levados para a 78ª Delegacia de Polícia, no Fonseca.

Investigações policiais apontam Drill como figura central nas disputas entre facções pelo controle do Complexo do Fonseca, que inclui Santo Cristo, Palmeira, Pimba, Coreia e Coronel Leôncio. Segundo a Polícia Militar, ele teria participado da organização de invasões a comunidades do Fonseca em novembro de 2025, quando o TCP teria avançado sobre áreas antes controladas pelo Comando Vermelho. Essas informações são atribuições policiais, não condenações judiciais. Ele soma mais de 11 anotações policiais, com suspeitas e investigações de homicídio, roubo, corrupção de menores e tráfico de drogas — anotações que não equivalem a condenações definitivas.

A soltura ocorre em um momento de instabilidade e disputas territoriais na Zona Norte, mas não há comprovação apresentada de que ele tenha determinado novos confrontos após a libertação. Até o fechamento da apuração, não havia manifestação da defesa disponível.


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