A Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro aprovou a aplicação de R$ 182 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam) em 2026 para um conjunto de ações ambientais. A maior parcela, de R$ 87,6 milhões, será destinada ao Monitoramento Hidrometeorológico do Estado.
O sistema de monitoramento coleta dados de clima, índices de chuva e níveis de rios fluminenses. As informações alimentam o mecanismo estadual de alertas e prevenção de desastres e apoiam a gestão de recursos hídricos.
A divisão de recursos inclui mais de R$ 7,8 milhões para medidas ligadas ao antigo Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), em Itaboraí. A verba financiará “apoio técnico” ao cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta firmados pelo governo estadual e pela Petrobras com o Ministério Público do Rio. O estado assinou ao menos três TACs relacionados ao empreendimento, que preveem viabilizar a operação da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) e reparar danos ambientais. As obras do Comperj foram interrompidas em 2014, durante investigações da Operação Lava Jato, e retomadas em 2024, quando o presidente Lula (PT) rebatizou o local como Complexo de Energias Boaventura.
O pacote também contempla intervenções na Baixada Fluminense e em Nova Friburgo. Para o Rio Bengalas, no município serrano, estão previstos mais de R$ 45 milhões. Na Baixada, R$ 11,1 milhões serão destinados à operação da Casa de Bombas do Pôlder do Outeiro, em Belford Roxo, e R$ 7,3 milhões ao controle de margem do Rio Peri Peri, em Nilópolis.
Na mesma deliberação, o conselho do Fecam cancelou o projeto Juventude Sustentável, que previa R$ 76,3 milhões para capacitação de jovens em iniciativas socioambientais. A publicação no Diário Oficial não apresentou os motivos técnicos para a interrupção.
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