O Senado Federal rejeitou nesta terça-feira a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), configurando uma decisão inédita em mais de um século. Com 42 votos contra e 34 a favor, a votação representa uma derrota significativa para o governo do presidente Lula, que havia indicado o nome em novembro de 2025 para preencher a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
A rejeição marca uma quebra na tradição de aprovações de indicações ao STF realizadas nos últimos 132 anos. Após a aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a indicação passou pelo crivo do plenário, onde enfrentou resistência. O episódio reflete o cenário de articulações intensas e debates políticos que cercaram o processo.
Atualmente, o governo deve indicar um novo nome para a vaga, retomando o trâmite de aprovação no Parlamento. As próximas semanas poderão definir o próximo passo na composição do Supremo, mantendo a atenção voltada para o desfecho das negociações institucionais.
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