Maré cheia transforma o centro de Paraty em espelho d’água refletindo casarões históricos

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Durante as noites de lua cheia, o mar geralmente invade as ruas de pedra do centro histórico de Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro. As águas do Atlântico cobrem partes da cidade, refletindo casarões do século XVIII, patrimônio da época colonial. Conhecida como a “Veneza Brasileira”, a cidade foi planejada para permitir que o mar circulasse livremente entre suas vias, uma característica que contribui para sua singularidade e charme.

Localizada a aproximadamente quatro horas de Niterói pela BR-101, Paraty possui uma baía com 65 ilhas e é reconhecida por seu valor histórico e cultural. A cidade detém dois títulos concedidos pela UNESCO e foi eleita, em 2025, pela revista Forbes como a 35ª vila mais bonita do mundo, sendo a única representante brasileira na lista.

Desde o período colonial, a infraestrutura de Paraty foi pensada para facilitar o transporte marítimo. Os engenheiros daquela época criaram um sistema de calçamento de pedra conhecido como “pé de moleque”, que servia para facilitar o descarte de resíduos e manter a cidade limpa e acessível aos barcos. A construção refletia a preocupação em integrar o contato com o mar à vida urbana, uma característica que permanece até hoje.

Atualmente, essa relação entre a cidade e o mar é uma de suas marcas mais emblemáticas. A cada lua cheia, o fenômeno natural reafirma a conexão entre o centro histórico e o Atlântico, atraindo turistas e visitantes que desejam vivenciar essa experiência única. A administração local tem monitorado a situação para garantir a preservação do patrimônio e o equilíbrio ambiental diante do movimento natural das marés.


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