Passageiros relataram redução da frota, atrasos e longos intervalos entre as viagens de ônibus intermunicipais neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições. As reclamações envolvem linhas que atendem Niterói, São Gonçalo, Rio de Janeiro e Maricá, com filas extensas nos terminais de Alcântara, em São Gonçalo, e no Terminal Rodoviário Presidente João Goulart, em Niterói, onde usuários aguardavam pelos coletivos há horas.
Segundo o passageiro André Silva, uma das linhas com maior concentração de pessoas no terminal de Alcântara é a 484, que faz o trajeto entre Alcântara e Niterói. Ele relatou ainda que a circulação de ônibus intermunicipais com destino a Maricá também estaria reduzida e que, conforme informação de um fiscal e de um aplicativo de monitoramento de linhas, apenas um veículo estaria operando na linha com destino a Itaipuaçu. Diante da demora, André afirmou que desistiu de aguardar pelo coletivo, após uma espera mínima estimada em uma hora.
Outros relatos apontam dificuldades no deslocamento entre Niterói e a capital fluminense, com passageiros questionando a falta de ônibus intermunicipais, e em São Gonçalo, onde pontos de ônibus cheios e intervalos de uma hora foram registrados por usuários.
O transporte público intermunicipal por ônibus no estado do Rio de Janeiro está com gratuidade neste domingo (25), das 6h às 20h, por decreto do Governo do Estado, com o objetivo de facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. A medida atende a resoluções do TSE e do TRE-RJ sobre a oferta gratuita de transporte coletivo urbano e intermunicipal nos dias de votação. A gratuidade contempla os serviços de ônibus urbanos e intermunicipais, mas não se aplica às vans do sistema complementar intermunicipal.
Além da isenção da tarifa, o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro determinou que as empresas disponibilizem uma quantidade de viagens e uma frota compatíveis com as utilizadas em dias úteis, para atender ao aumento esperado na demanda, com acompanhamento pelo Centro de Tecnologia de Fiscalização e Monitoramento, responsável pelo monitoramento do transporte rodoviário intermunicipal no estado. Procurado para esclarecer as denúncias de redução da frota, atrasos e superlotação, o Detro-RJ ainda não havia se manifestado até o fechamento.
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