O PT convidou o PSOL para formar uma federação partidária. A proposta avança no âmbito nacional, mas enfrenta resistência no Rio de Janeiro, onde o PSOL mantém oposição ao prefeito Eduardo Paes e pré-candidatos, como William Siri, rejeitam dividir palanque com o chefe do Executivo municipal.
Entre dirigentes e militantes do PSOL, há ampla concordância sobre a articulação nacional em torno da candidatura de Lula. Nas alianças estaduais, porém, o consenso não se repete. No Rio, o tema é sensível: Lula e Paes seguem aliados, enquanto o PSOL sustenta oposição ao prefeito. Integrantes que não pretendem disputar o Governo do Estado evitam se posicionar, mas nomes cotados ao Palácio Guanabara já tornaram públicas suas avaliações.
Apontado como possível candidato ao governo fluminense, William Siri defende a federação em Brasília, em apoio à candidatura de Lula, mas afirma não ver condições de compartilhar palanque com Eduardo Paes. Para avançar, a negociação entre PT e PSOL deve demandar nova rodada de articulações.
No cenário carioca, a equipe política de Paes inclui o vereador Flávio Valle e o presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Elias Jabbour.
Paralelamente, o especialista em segurança pública Ricardo Sá, em destaque nas redes sociais, tem seu nome disputado por partidos para concorrer a deputado estadual. Ele, no entanto, não pretende lançar sua candidatura novamente após a última eleição.
As conversas sobre a federação continuam. No Rio, a definição de palanques e alianças dependerá dos próximos movimentos internos das siglas. A posição de Ricardo Sá permanece inalterada.
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