Um estudo ainda não publicado, mas já divulgado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta a presença do medicamento sertralina no tecido cerebral de tubarões-martelo, espécies classificadas como criticamente ameaçadas de extinção por órgãos como a IUCN e o Ibama. A pesquisa foi conduzida pelo Projeto EcoShark, liderado pela professora Mariana Batha Alonso do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, e leva anos monitorando a saúde desses animais na costa do estado.
A iniciativa, iniciada em 2018, tem como objetivo estudar os níveis de contaminantes emergentes em elasmobrânquios, um grupo que inclui tubarões e arraias. A pesquisa é pioneira na avaliação da presença de substâncias químicas causadas por atividades humanas em tubarões na região.
A detecção da sertralina, antidepressivo amplamente utilizado no Brasil, indica que microcontaminantes presentes no ambiente marinho podem estar chegando até esses predadores em perigo. O estudo ainda aguarda publicação formal, mas sua divulgação reforça os alertas sobre os efeitos de poluentes nos ecossistemas marinhos e na saúde de espécies ameaçadas. Os próximos passos envolvem aprofundar as análises e buscar compreender o impacto dessa contaminação na biologia dos tubarões-martelo.
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