Hábito simples gera polêmica após episódio no BBB

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Episódio no BBB 26 reacendeu o debate sobre higiene após Tia Milena dizer que Edilson teria manipulado alimentos sem lavar as mãos depois de usar o banheiro. Especialistas alertam para risco de contaminação cruzada e transmissão de doenças. O caso destaca como hábitos básicos impactam a saúde coletiva.


Um episódio no BBB 26 gerou polêmica após Tia Milena afirmar que flagrou Edilson preparando comida sem lavar as mãos depois de ir ao banheiro. Incomodada, ela comentou com aliadas que o almoço teria um “tempero especial”. A situação, segundo especialistas, vai além da convivência: envolve risco de contaminação cruzada e transmissão de doenças.

Profissionais de saúde reforçam que ignorar esse hábito básico favorece a disseminação de bactérias, especialmente durante a manipulação de alimentos. O caso se tornou exemplo de como pequenos descuidos podem impactar diretamente a saúde coletiva.

“Lava a mão, miserável!”
A edição mostrando a Milena expondo a feijoada de pinto do Capeta 🗣️pic.twitter.com/J5GagcGGEw
— POPTime (@poptime) February 9, 2026

Lavar as mãos evita contaminação cruzada e doenças
Não lavar as mãos após ir ao banheiro permite que microrganismos como E. coli e Salmonella permaneçam na pele. Além disso, vírus causadores de gastroenterites e hepatite A se espalham com facilidade. Quando a pessoa cozinha nessas condições, ocorre a chamada contaminação cruzada, ou seja, os germes passam das mãos para os alimentos.

Como resultado, podem surgir doenças como diarreia, infecções intestinais e, em casos mais graves, complicações renais. Segundo estudo da Universidade do Estado de Michigan, apenas 5% das pessoas lavam as mãos pelo tempo adequado. Além disso, 15% dos homens simplesmente ignoram a higiene após usar o banheiro. Os dados foram publicados no Journal of Environmental Health.
Feijoada com tempero especial: hábito simples virou polêmica após episódio no BBB – Crédito: Reprodução/Globo

Especialistas explicam por que o risco vai além do indivíduo
De acordo com o professor Paul Hunter, da Universidade de East Anglia, quem não lava as mãos, além de não se proteger, expõe todos ao redor. “A prática serve principalmente para evitar que uma pessoa infecte outra”, afirma o especialista em doenças infecciosas.

Nesse contexto, preocupa especialmente a cepa STEC da E. coli, extremamente infecciosa. Em até 15% dos casos, ela pode causar síndrome hemolítico-urêmica, condição potencialmente fatal. Adultos também podem desenvolver púrpura trombocitopênica trombótica, segundo alertas médicos.

Como lavar as mãos corretamente, segundo a OMS
A Organização Mundial da Saúde orienta que lavar as mãos deve durar entre 40 e 60 segundos, sempre com sabão. É essencial esfregar palmas, dorso, entre os dedos e debaixo das unhas. Além disso, cantar “parabéns pra você” duas vezes ajuda a marcar o tempo ideal.

A OMS e a OPAS alertam que a higiene inadequada facilita a entrada de vírus e bactérias no organismo, especialmente ao tocar boca, olhos e alimentos. 

Resumo: O episódio no BBB reacendeu um debate essencial sobre higiene. Não lavar as mãos favorece a contaminação cruzada e a disseminação de doenças graves. Especialistas alertam que o risco afeta toda a coletividade. 
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Jéssica Batista

Jéssica Batista é jornalista em formação pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria, escreve sobre comportamento, finanças pessoais e atualidades.


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