Crise energética leva Cuba a suspender fornecimento de querosene, diz agência

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Cuba suspenderá o abastecimento de querosene de aviação nos aeroportos a partir de terça-feira (10), em meio à crise energética, apagões e risco de desabastecimento. Companhias aéreas foram notificadas, e o governo anunciou racionamento e prioridade de combustível para serviços essenciais. Dados de mercado indicam estoques para 15 a 20 dias.

Cuba registra 0°C em meio a apagões e risco de desabastecimento de combustível. O país vai suspender o fornecimento de querosene nos aeroportos por conta da crise energética. Segundo a agência de notícias France-Presse, as companhias aéreas foram informadas de que a interrupção terá início nesta terça-feira (10).

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“A aviação civil cubana notificou todas as companhias aéreas de que não haverá mais abastecimento de JetFuel, o combustível de aviação, a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 00h00, horário local”, disse um funcionário de uma companhia aérea europeia, sob condição de anonimato.

Nesta sexta-feira (6), o país anunciou que vai adotar medidas de racionamento de combustíveis. Nos últimos dias, Cuba tem registrado apagões em larga escala. Segundo dados da empresa belga Kpler, publicados pelo Financial Times, o país tem petróleo suficiente para apenas mais 15 a 20 dias.

De acordo com o ministro do Comércio, Oscar Fraga-Pérez, o governo vai priorizar o uso de combustível para serviços essenciais, como saúde, defesa e os sistemas de abastecimento de alimentos e de água. Os setores agrícola e de turismo também serão priorizados. O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez, afirmou que voos nacionais e internacionais estão mantidos.

O governo anunciou que vai descentralizar a importação de combustíveis, permitindo que qualquer entidade com capacidade para importar o produto possa fazê-lo. Também informou que o país continuará gerando eletricidade e reforçará os investimentos em produção de energia solar.

O ministro do Trabalho, Jesus Otamendiz, afirmou que o plano de contingência inclui a garantia do pagamento de um salário básico aos trabalhadores estatais durante a crise.

Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (5) o envio de US$ 6 milhões em ajuda humanitária para a ilha. Os recursos, segundo Washington, têm como objetivo reduzir os prejuízos causados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em outubro. O vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossio, classificou a medida como hipócrita. “É bastante hipócrita aplicar medidas coercitivas draconianas, negando condições econômicas básicas a milhões de pessoas, e depois anunciar sopa e comida enlatada para poucos”, escreveu de Cossio nas redes sociais.

Avião chega a Cuba
Reprodução / AFP


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