Rio de Janeiro mantém tradições de produção artesanal e profissões em extinção

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No Rio de Janeiro, vestígios de um passado ainda permanecem, refletindo um tempo em que diversas profissões artesanais eram frequentes na cidade. Entre elas, a atuação de ferreiros que amolavam facas na rua, ao som de apitos característicos, além do uso de chapéus como símbolo de elegância tradicional carioca e a fabricação manual de joias em pequenos ateliês nos bairros.

Essas atividades, atualmente, representam uma presença discreta na cena urbana, sendo consideradas quase como relíquias de uma época anterior ao crescimento de centros comerciais, à produção em larga escala e ao ritmo acelerado da vida moderna na cidade.

A preservação dessas memórias foi abordada na pesquisa “Profissões em Extinção: Três Retratos”, desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O estudo, realizado pelas pesquisadoras Gisele de Araújo Lopes e Milla Monteiro, sob orientação do professor Maurício, busca registrar e analisar essas manifestações culturais e profissionais que resistem ao tempo. A situação atual dessas atividades ainda é de marginalidade, mas representa o esforço de manter viva uma parte importante da história urbana do Rio.


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