O uso precoce de telas por crianças tem chamado a atenção de especialistas devido ao impacto potencial no desenvolvimento da fala. Dados recentes indicam que, até 2025, quase metade das crianças brasileiras com até dois anos já tiveram contato com dispositivos digitais. Para o grupo de três a cinco anos, essa porcentagem salta para 71%.
A questão ganha relevância porque as principais sociedades de pediatria no Brasil e nos Estados Unidos recomendam evitar o uso de telas antes dos dois anos, pois defendem que o desenvolvimento da linguagem ocorre, sobretudo, por meio da interação direta com outros humanos. Essas orientações reforçam a preocupação com o aumento da exposição precoce às telas na infância.
Estudos internacionais, como um realizado pela Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, também indicam possíveis riscos ligados a essa exposição excessiva, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte de pais e responsáveis para o desenvolvimento saudável das crianças.
Atualmente, a discussão sobre o tema continua, com especialistas recomendando limites no uso de dispositivos digitais na primeira infância e promovendo a importância de práticas que favoreçam a comunicação face a face.
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