Uso da inteligência artificial nas eleições preocupa Justiça Eleitoral e especialistas

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a responsabilidade do ministro Nunes Marques, deve dedicar atenção especial ao uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais de 2023. Especialistas apontam que essa tecnologia poderá ampliar a disseminação de informações falsas até o mês de outubro, em um cenário de forte polarização política e baixo nível de alfabetização digital entre a população.

De acordo com profissionais ouvidos pela Agência Brasil, a aplicação da IA na comunicação política apresenta riscos de manipulação de informações, dificultando o combate à desinformação. O advogado especializado em Direito Eleitoral, Jonatas Moreth, destaca que a Justiça Eleitoral tem atuado para coibir práticas desvios, que se tornam cada vez mais sofisticadas. Ele compara o combate a essas estratégias às batalhas esportivas contra o doping, ressaltando que as ações de manipulação tendem a evoluir mais rapidamente do que os mecanismos de fiscalização e controle.

Atualmente, as autoridades eleitorais continuam vigilantes, buscando formas de acompanhar as inovações tecnológicas e limitar os impactos negativos nas eleições. Os desdobramentos dessa atenção serão acompanhados na reta final do processo eleitoral.


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