Dados recentes do IBGE indicam que, pela primeira vez na história do Brasil, o número de núcleos familiares com filhos deixou de ser a maioria. Paralelamente, houve um crescimento expressivo em lares compostos por moradores sozinhos, casais homoafetivos e famílias que incluem animais de estimação.
O levantamento mostra que a quantidade de pessoas vivendo sozinhas mais que triplicou na última década. As uniões entre pessoas do mesmo sexo apresentaram um aumento de 727% entre 2010 e 2022. Além disso, cerca de 30% dos domicílios contam com famílias que, em vez de filhos, possuem animais de estimação, conforme dados do instituto Pet Brasil.
Essas mudanças refletem uma transformação na estrutura social brasileira, marcada por famílias menores, mais heterogêneas e, muitas vezes, com menos indivíduos disponíveis para tarefas cotidianas de apoio. Atualmente, o cenário aponta para um perfil familiar em plena evolução, com desdobramentos que ainda poderão ser observados nos próximos anos.
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