Empresas têm priorizado candidatos adaptáveis e familiarizados com tecnologia; cinco perfis com resistência a atualização e ao uso de ferramentas digitais vêm sendo evitados nos processos seletivos.
O mercado de trabalho passa por transformações aceleradas. A experiência, isoladamente, já não assegura estabilidade. Hoje, empresas buscam profissionais capazes de aprender continuamente, se adaptar e incorporar tecnologia ao dia a dia; quem ignora esse movimento pode perder espaço.
Em processos seletivos, comportamentos que comprometem a carreira costumam ser identificados nas primeiras etapas. Reconhecer esses perfis tornou-se essencial para manter relevância. A seguir, os cinco tipos de profissionais que as empresas evitam e caminhos para reverter esse quadro.
O especialista do passado
Trata-se de quem construiu uma trajetória sólida com métodos que se tornaram obsoletos. Apesar da experiência, resiste à atualização, evita novas ferramentas e desconsidera avanços como automação e inteligência artificial. Hoje, combinações de bagagem e aprendizado contínuo são valorizadas; rever práticas e buscar capacitação é indispensável para acompanhar o mercado.
O inimigo da tecnologia
Rejeitar sistemas digitais ou insistir só em processos manuais impacta prazos e resultados. Plataformas digitais, análise de dados e ferramentas como o ChatGPT fazem parte da rotina corporativa. Ver a tecnologia como aliada fortalece a carreira e amplia oportunidades; a recusa tende a isolar o profissional.
Você é um deles? 5 tipos de profissionais que nenhuma empresa quer contratar – Crédito: FreePik
O “sei um pouco de tudo”, mas não domino nada
Conhecimentos gerais ajudam, mas não sustentam uma trajetória consistente quando não há aprofundamento. O mercado atual valoriza especialização aliada a atualização constante. Empresas buscam quem resolve problemas com profundidade, não apenas quem transita de forma superficial entre funções.
O resistente à inteligência artificial
Ignorar ou temer a inteligência artificial se tornou um sinal de alerta. Mesmo fora da área de tecnologia, compreender como a IA otimiza tarefas, reduz erros e melhora resultados é cada vez mais necessário. Segundo o Fórum Econômico Mundial, cerca de 50% dos profissionais precisarão se requalificar até 2027 por causa da IA e da automação.
Quem não investe em si mesmo fica para trás
Cursos, networking e desenvolvimento de habilidades comportamentais deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos. A falta de atualização acelera a perda de espaço. Empresas valorizam pessoas curiosas, proativas e abertas ao aprendizado; investir na própria capacitação é investir na continuidade da carreira.
Resumo: O mercado de trabalho exige adaptação constante. Perfis resistentes à tecnologia e à inteligência artificial perdem relevância. Especialização e aprendizado contínuo fortalecem a carreira; atualização mantém a competitividade.
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Jéssica Batista
Jéssica Batista é jornalista em formação pela Universidade Cidade de São Paulo. Apaixonada por séries, cinema e por contar boas histórias, em AnaMaria, escreve sobre comportamento, finanças pessoais e atualidades.
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